sexta-feira, 18 de julho de 2014

KIA OPTIMA GANHA NOVA VERSÃO DE ENTRADA COM MOTOR 2.0 POR R$ 99.900

Novo motor se beneficia da alíquota reduzida de IPI e pode chegar ao mercado com preço mais competitivo

Kia Optima equipado com motor 2.0 (Foto: Divulgação)
Para ficar mais competitivo e ganhar uma fatia maior do mercado, o Kia Optima agora tem uma nova versão de entrada com motor 2.0. Por R$ 99.900, a configuração conta com câmbio automático com seis velocidades e já está disponível nas revendas da marca a pronta entrega.
O novo motor 16 válvulas movido a gasolina produz 165 cv de potência a 6.200 rpm e 20,2 kgfm de torque a 4.600 giros. A lista de itens de série inclui airbag duplo e de cortina, piloto automático, luz diurna de LED, câmera de ré com visor de LCD de 3,5 polegadas no retrovisor, ar condicionado digital com duas zonas e rodas de 18 polegadas. Os bancos são revestidos em couro e o do motorista conta com ajuste elétrico de altura, distância e encosto.
Segundo a assessoria da Kia, a empresa decidiu trazer a nova versão para se beneficiar da alíquota de IPI reduzida para carros com motor 2.0 em comparação aos com motores de maior litragem. Enquanto a versão de entrada anterior foi substituída pela com novo motor, a topo de linha continua sendo vendida com o 2.4 de 180 cv e 23,6 kgfm por R$ 115.900. Além de ter os mesmos itens que o modelo 2.0, esta conta com teto solar duplo panorâmico e faróis de xenônio.
Kia Sportage 2014 (Foto: Kia Motors)
Sportage
Já o Sportage, líder em vendas de importados, passou por um pequeno reajuste de R$ 300 em cada versão. Todas contam com motor flex 2.0 com 178 cv de potência e transmissão automática com seis velocidades.
Entre os itens de série da versão mais básica, agora tabelada em R$ 94.900) estão espelhos retrovisores com regulagem elétrica, air bag duplo, faróis de neblina, CD, MP3 e USB, rodas de 18 polegadas e lanterna dianteira de LED. A versão intermediária tem como diferenciais tração 4x4 com distribuição automática de torque para o eixo traseiro e custa a partir de R$ 99.900. A versão topo de linha, além de todos os itens das outras versões, air bags laterais e de cortina, lanterna e faróis de neblina, piloto automático, luz diurna de LED, teto duplo panorâmico e câmera de ré com visor no sistema multimídia, por R$ 117.900.

sábado, 5 de julho de 2014

FIAT REAJUSTA PREÇOS DE QUASE TODA A LINHA

Aumentos variam entre R$ 220 e R$ 1.030 e afetam até o Uno, que está prestes a mudar

Fiat Punto Blackmotion (Foto: Divulgação)

O Punto foi o modelo que recebeu o menor reajuste percentual, especificamente no caso das versões Sporting e Blackmotion, que encareceram em 0,80%. Isso representa um encarecimento de R$ 410 e R$ 430 sobre seus valores anteriores, respectivamente. Agora, a linha é vendida por R$ 43.840 (Attractive), R$ 47.160 (Essence), R$ 51.690 (Sporting), R$ 54.430 (Blackmotion) e R$ 62.400 (T-Jet).
Apesar de o Ministério da Fazenda ter anunciado que não aumentará o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) conforme era previsto para acontecer em julho, a Fiat reajustou o preço de quase todos seus modelos atuais. Os reajustes variam entre R$ 220 e R$ 1.030, o que representa um acréscimo de 0,80% a 1,51% sobre os valores cobrados até junho.
Já os maiores aumentos percentuais e reais afetaram à linha Dobló, que encareceu entre R$ 860 e R$ 1.030 (reajustes entre 1,49% e 1,51%). A partir de julho, a versão de entrada será oferecida por R$ 57.590, a intermediária Essence custará R$ 64.610 e a topo Adventure sairá por R$ 69.480. A líder de vendas Strada também passou por alguns dos principais aumentos de toda a linha. Com reajustes entre R$ 470 e R$ 880, seus preços agora variam entre R$ 36.590 e R$ 59.360.
Fiat Uno Economy (Foto: Divulgação)
Nem o Palio Fire e o Uno escaparam dos aumentos. Apesar de ser divulgado como o carro mais barato do Brasil, a diferença entre o Palio Fire e o chinês Chery QQ está diminuindo gradualmente. Desde o início do ano, quando sua linha 2015 foi lançada, esta é a terceira vez que a montadora encarece seus valores iniciais. Agora, sua versão inicial de duas portas é tabelada em R$ 24.950, R$ 960 a mais do que seu valor no início do ano e apenas R$ 40 a menos do que a única versão do QQ. A quatro portas agora custa R$ 27.030 e sobe para R$ 28.110 na versão Way.
 Mesmo com sua reestilização batendo à porta e aguardada para o próximo mês, o Uno também encareceu. Seus reajustes variam entre R$ 230 e R$ 350 e levam os preços iniciais para  R$ 26.110 (1.0 Vivace duas portas), R$ 28.220 (1.0 Vivace quatro portas), R$ 29.920 (1.0 Way), R$ 30.990 (1.4 Economy), R$ 34.050 (1.4 Way) e R$ 35.650 (1.4 Sporting).
Além dos modelos citados, a Fiat  também encareceu o Palio, Siena, Grand Siena, Idea, Punto e a versão T-Jet do Bravo.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Renault Sandero 2015

Hatch melhora visual sem abrir mão de custo-benefício e espaço. 
Direção e suspensão são novos; ruído na cabine ficou mais ameno.


Quando o Sandero foi lançado no Brasil, no início de 2008, ele recebeu a missão de aposentar as versões mais caras e equipadas do Clio, um compacto de desenvolvimento francês que tinha como principal característica a sofisticação e beleza do projeto, mas ficava devendo em espaço, além de não se destacar entre os hatches do mercado.
Com a segunda geração, que chega neste mês às lojas, parece que a Renault quis reescrever a parte do "sem muito carisma". Com uma nova plataforma, a mesma do sedã Logan, lançado no país no ano passado, o hatch se modernizou no visual e melhorou o acabamento, além de ter novidades na mecânica que o deixam mais prazeroso de guiar. E agora carrega a missão de figurar entre os 3 automóveis mais vendidos na categoria.O tempo passou, o Clio foi "rebaixado" a carro de entrada da Renault e o Sandero, grandalhão sem muito carisma, mas com vantagem em custo-benefício, caiu nas graças do brasileiro. Desde 2012, é frequentador assíduo do ranking dos 10 mais vendidos do Brasil. Como o mais popular veículo da montadora no país, já teve mais de 500 mil unidades comercializadas.
Câmera de ré é oferecida como acessório (Foto: Divulgação)Câmera de ré é oferecida como acessório para
a central multimídia 
As versões
A linha 2015 chega com quatro versões. A a básica Authentique parte de R$ 29.890 com o novo motor de 1 litro e até 80 cavalos (que estreou no Logan) e está mais equipada. São de série direção hidráulica, ar quente, abertura interna de porta-malas e do reservatório de combustível.
A versão intermediária, Expression, com motor 1.0 (R$ 34.990) ou 1.6 (R$ 38.590), adiciona ar-condicionado, alarme, rádio com CD player e conexão Bluetooth e USB, vidros e travas elétricos, computador de bordo e retrovisores e maçanetas na cor da carroceria.
A topo de linha, Dynamique 1.6 (R$ 42.390), conta ainda com faróis de neblina com cromados no acabamento, retrovisores com repetidores de seta, volante multifuncional, revestido em couro, piloto automático, rodas de liga leve de 15 polegadas e bancos traseiros bipartidos e rebatíveis.
Como opcionais, estão disponíveis ar-condicionado, para Authentique, por R$ 2.730; o kit Tecno Pack (central multimídia Media NAV e sensor de ré), na Expression, por R$ 1.200; e o kit Tecno Pack Plus (central, sensor de ré e ar-condicionado automático), na Dynamique, por R$ 1.430.
Tabela de concorrentes do Renault Sandero (Foto: Divulgação)

Mudanças visuais
Na dianteira, o conjunto ótico recebeu faróis de dupla parábola, com desenho atualizado. O formato é idêntico ao do Logan. Já a grade, antes dividida ao meio, agora ostenta a nova identidade visual daRenault, com o grande logotipo em destaque. Ela tem dois filetes cromados.
sandero compara frente (Foto: Divulgação)Faróis e grade dianteira são principais mudanças
externas; acima, geração antiga 
Na parte inferior do para-choque, as versões de entrada possuem uma grande entrada de ar preta, sem faróis auxiliares. Na versão topo de linha, Dynamique, há luzes auxiliares, também envoltas por detalhes cromados.
Visto de perfil, o hatch também ganhou modernidade, além de certa ousadia, conferidas pelos vincos na base das portas e próximo às maçanetas traseiras. O recorte das portas, com a extremidade superior avançada foi mantido, assim como a generosa coluna C.
Na traseira, as lanternas foram transplantadas do Logan, enquanto a tampa do porta-malas ganhou um ressalto na parte central. Ainda sobre o compartimento, o estepe agora fica na parte interior do veículo, e não mais embaixo.
No interior, o desenho sem ousadia com material simplório sofreu grandes mudanças. O console central, além de ficar mais alto, teve os comandos reposicionados.
As entradas de ar – agora retangulares – estão no topo, junto com o sistema de som, em um nicho envolto de acabamento prateado. No antigo Sandero, eles eram posicionados na parte central do console. Além disso, o painel ganhou novos contornos.
Painel do Sandero 2015 (Foto: Divulgação)Painel melhora, mas volante ainda é grande
e largo demais 
O quadro de instrumentos, que antes tinha velocímetro e conta-giros separados por um computador de bordo com letras laranja e marcação imprecisa, deu lugar a um conjunto mais elegante, com iluminação branca e computador de bordo migrando para o quadro da direita.
Além da mudança no design da cabine, os materiais tiveram melhora. O plástico, apesar de duro, tem aparência e toque compatíveis com concorrentes como Chevrolet Onix e Hyundai HB20. Nas portas e acima da tampa do porta-luvas, há uma textura diferenciada de plástico, que confere algum requinte à cabine.
Mesmo com inovações, o espaço interno, principal trunfo do Sandero até então, não foi esquecido. Em qualquer posição dos bancos, é possível acomodar, com conforto, cinco adultos. Nem os mais altos reclamarão de falta de espaço para as pernas ou a cabeça. Tudo isso graças ao bom entre-eixos, de 2,59 m, e à altura, de 1,54 m. O porta-malas segue inalterado, com bons 320 litros. Todas as dimensões estão acima da média da concorrência.
Versão básica do Sandero tem maçanetas e retrovisores pretos (Foto: Divulgação)Versão básica do Sandero tem maçanetas e
retrovisores pretos 
Ao volante
G1 rodou por 150 km em Florianópolis com as versões Expression 1.0 e Dynamique 1.6 do novo Sandero, e por cerca de 200 km com uma unidade Expression 1.0 da antiga geração.
É evidente a evolução do hatch, tanto na condução, mas, principalmente, na construção. Com a nova plataforma, sistemas elétricos, direção, suspensão e freios também foram renovados.
A suspensão, que já era macia, agora filtra ainda mais as irregularidades do piso, tornando a condução mais agradável, sobretudo no asfalto maltratado. Mesmo assim, o Sandero é um carro "na mão", que não apresenta grande rolagem da carroceria. Ao menor sinal de que a aderência pode ser perdida, o motorista tem condição de retomar o controle, corrigindo a rota no volante. A direção, aliás, ficou mais direta, apesar de a empunhadura do volante não privilegiar a ergonomia. Além do grande diâmetro, a largura do volante é exagerada.
Quando equipado com motor 1.0 de 16 válvulas e até 80 cv, o Sandero vai bem na cidade. As arrancadas não empolgam, mas os 10,5 kgfm de torque são suficientes para empurrar os 1.013 kg do hatch.
Na estrada, porém, não há milagres, e o motorista terá que se acostumar a reduzir marchas em trechos de aclive, assim como na maioria dos carros com motor de baixa cilindrada.
Menos barulhento
O preço de trocar marchas em rotações mais elevadas é cobrado no ruído. Aos 120 km/h, o Sandero roda a 4 mil rpm, e o som áspero do motor invade a cabine. Ainda assim, o novo Sandero é menos barulhento que o antigo.
Com motor 1.6, o comportamento muda. Além da agilidade na cidade, o hatch também vai bem na estrada. Apesar de não contar com tecnologias recentes, como construção em alumínio ou duplo comando de válvulas, o propulsor de 106 cv se mostra competente. As retomadas são mais vigorosas e o ruído, mais comedido, apesar de, ainda assim, ficar longe do silêncio a bordo do HB20.
Novo Renault Sandero (Foto: Divulgação)Sandero 2015 
Busca pelo top 3
Apesar de as vendas de carros no Brasil apresentarem queda neste ano, na comparação com 2013, a Renault é otimista em relação ao novo Sandero.
Para o vice-presidente da montadora no país, Gustavo Schmidt, o objetivo está bem definido: "Como o mercado tem sofrido variações, é difícil prever uma quantidade exata. Mas uma coisa é certa: queremos estar entre os três mais vendidos do segmento", afirmou.
Na prática, a diretoria da Renault quer roubar o lugar do Onix no simbólico pódio dos mais vendidos segundo a associação dos distribuidores de veículos, a Fenabrave. Até o fechamento de maio, o ranking deste ano era o seguinte: o Volkswagen Gol liderava, seguido por Fiat Palio e Chevrolet Onix. Atrás vinham Ford Fiesta, Fiat Uno, Hyundai HB20, Volkswagen Fox e Renault Sandero, nesta ordem.
Jovem solteiro e casal com 2 filhos
Para ser top 3, a marca aposta em uma diversificação do público-alvo do Sandero. Tanto que, na apresentação, fez questão de apresentar três potenciais compradores para seu hatch, em uma encenação. Rodrigo seria o jovem solteiro que gosta de novidades e está atento ao que o mercado de automóveis oferece. Enquanto isso, o casal João e Inês tem dois filhos e procura um modelo espaçoso para ser o primeiro carro zero quilômetro da família. Já Paulo e Marcela fazem a decisão da compra de um carro pelo custo-benefício.
Ou seja, com o novo Sandero, a Renault espera atrair mais que o consumidor da primeira geração do modelo, que buscava apenas espaço interno e fazia as contas. Agora, os franceses almejam conquistar mais clientes com uma "embalagem" mais bonita. Ainda neste ano, a linha será reforçada. Em agosto, chega a versão com câmbio automatizado, baseado na caixa manual de cinco marchas e aposentando a automática de quatro velocidades. Para o Salão do Automóvel de São Paulo, está previsto o lançamento da "aventureira" Stepway.
Além das linhas mais interessantes e de melhoria na dirigibilidade, o Sandero não abandonou os atrativos de espaço interno e preço – muito abaixo da concorrência (veja tabela acima). Por isso, vale a visita a uma concessionária, independente de o cliente pensar como "Rodrigo", "João e Inês" ou "Paulo e Marcela".
Novo Renault Sandero (Foto: André Paixão / G1)Novo Renault Sandero 
COMPARE A NOVA GERAÇÃO COM A ANTERIOR:
renault sandero 2015 (Foto: Divulgação)Renault Sandero 2015 
renault sandero 2013 (Foto: Divulgação)Renault Sandero 2013 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Linha Touring da Harley-Davidson chega este mês a partir de R$ 62.900

Família modernizada tem três modelos montados em Manaus: Road King Classic, Street Glide e Ultra Limited; CVO terá 30 unidades importadas

30/06/2014 
A Harley-Davidson apresentou nesta segunda-feira (17) os modelos Touring que integrarão a linha de produtos da marca no Brasil em 2014. A família terá quatro motocicletas, das quais três nacionalizadas – Road King Classic (R$ 62.900), Street Glide (R$ 69.900) e Ultra Limited (R$ 81.900) –, além da CVO, que será importada em série limitada a 30 unidades por R$ 139.900. As vendas começam ainda nesta semana.
Apresentado no ano passado, o conceito Rushmore, que incorpora melhorias em conforto, design, performance e entretenimento é resultado do contato direto entre clientes e equipe de engenharia da marca americana para aperfeiçoamento da gama de motocicletas já existente.
Com as atualizações nos modelos a Harley-Davidson espera incrementar a participar da família Touring nas vendas da marca no país, de 20% em 2013 para 25% em 2014.

Nova Ultra Limited: motor ganha refrigeração líquida


Harley-Davidson revela projeto para desenvolver motos elétricas

Batizado de LiveWire, ação tem como objetivo ouvir os clientes para aprimorar modelo criado pela marca

30/06/2014

LiveWire. Assim a Harley-Davidson batizou o projeto de sua primeira motocicleta elétrica. Em um primeiro momento, a marca quer coletar informações de seus clientes para moldar um modelo com essas características. Para isso, a partir da próxima semana consumidores dos Estados Unidos poderão pilotar a motocicleta desenvolvida pela H-D a partir de uma turnê que passará por 30 concessionárias estadunidenses. No próximo ano, o projeto chegará ao Canadá e à Europa.
"A Harley-Davidson se reinventou muitas vezes em sua história, com os clientes nos conduzindo em cada passo dessa trajetória. O Projeto LiveWire é outro momento emocionante em nossa história, liderado por nossos clientes", disse Matt Levatich, presidente e chefe de operações da Harley-Davidson.
De acordo com informações da marca, por enquanto não existem planos de comercialização de motos elétricas. Essa decisão será tomada com base no retorno do projeto. “Somos guiados por aquilo que nossos clientes nos dizem que é importante para eles. Estamos motivados para aprender mais por meio do Projeto LiveWire Experience, pois sabemos que a tecnologia de veículos elétricos vem evoluindo rapidamente e queremos entender completamente a definição de sucesso neste nicho de mercado”, comenta Mark-Hans Richer, vice-presidente sênior de marketing da Harley-Davidson.
Sem revelar detalhes técnicos, a marca apenas comunicou que a moto tem "uma potente aceleração e um som inconfundível". Segundo Richer, o som único do Projeto LiveWire foi desenvolvido para se diferenciar das motocicletas de motor a combustão e de outras motos elétricas do mercado. 

Marca dá o primeiro passo para lançar moto elétrica


domingo, 29 de junho de 2014

CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS DE PNEUS E APRENDA A ESCOLHER O MELHOR PARA SEU CARRO

Disponível em vários tipos, o item também exige cuidados especiais. Saiba como aumentar sua vida útil e reconhecer o momento da substituição


Veja as diferenças entre os tipos de pneus (Foto: Autoesporte)
O pneu é considerado um item de segurança do veículo. Qualquer descuido pode trazer riscos, defeitos mecânicos e até multas. Por isso, os cuidados devem começar já na leitura do manual do proprietário. “É na indicação do fabricante que constam a pressão correta, o controle periódico do alinhamento e do balanceamento e os tipos mais adequados”, explica o presidente-executivo da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, a ANIP, Alberto Mayer.

Os pneus ainda contam com uma categoria “ecologicamente correta”. Os chamados pneus verdes são fabricados de maneira diferente e com outros tipos de materiais que os deixam mais leves, menos ruidosos e com menor resistência ao rolamento, o que possibilita a redução no consumo de combustível. Geralmente são de uso-misto.
Os tipos a que Mayer se refere são os de uso on-road (predominante em asfalto), off-road (de utilização em estradas de terra e lama) e misto (ideal para os dois solos). As diferenças começam já na parte visual. “Os pneus off contam com uma banda de rodagem mais espaçada, sulcos mais largos e carcaça reforçada. Já os do tipo on possuem sulcos menores que aumentam a área de contato com o solo”, diz o gerente de Marketing, Produto e Motor Sports da Pirelli, Fábio Magliano.
Pneu misto em terra (Foto: Divulgação)
Precauções
Os especialistas consultados explicam que essa divisão do produto por configurações não é uma mera formalidade. Equipar veículos que andam exclusivamente na cidade com pneus fora de estrada e vice versa pode comprometer a segurança dos ocupantes e a durabilidade do produto.

Magliano também cita que até alguns utilitários-esportivos equipados com propulsores mais potentes exigem uma checagem minuciosa do item. “São veículos que possuem um tempo de resposta e um espaço de frenagem diferenciados. O ideal é que se utilize o do tipo misto e que, após uma trilha, volte à calibragem indicada no manual”.
“Um produto voltado para uso off-road equipando um utilitário-esportivo que só trafega no asfalto, por exemplo, pode ter desgaste irregular, causar um ruído desconfortável na cabine e até passar por aquecimento acima da média por resistir a cortes”, afirma o gerente geral de engenharia de vendas da Bridgestone, José Carlos Quadrelli. O cenário oposto também causa danos. “O pneu de uso on ou misto em uma trilha de terra severa pode ter os pedaços da banda de rodagem arrancados e desestabilizar o veículo”, alerta o engenheiro de campo de pneus de passeio da Michelin, Flávio Santana.
Volkswagen Fox 1.0 BlueMotion 2014 (Foto: Divulgação)

Olhar apenas se o pneu está “careca” deve ser apenas o primeiro de uma série de cuidados a serem tomados periodicamente. É preciso voltar ao manual do proprietário e verificar o nível de pressão e a quilometragem exata para se realizar o alinhamento, o balanceamento e a calibragem.
“É ideal que o proprietário tenha esse número referente à calibragem sempre na memória. E que ela seja feita a cada quinze dias, com o carro ainda frio”, indica o gerente de marketing de automóveis da Goodyear, Vinícius Sá.
Mayer lembra que os pneus vêm com ressaltos na base dos sulcos para indicar o limite de segurança sem a necessidade de um medidor. “O desgaste máximo, chamado TWI, é de 1.6 mm de profundidade dos sulcos. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado ‘careca’”.
O modo de dirigir também influencia na durabilidade. Os profissionais recomendam evitar tanto aceleradas quanto freadas bruscas. Por fim, é preciso ficar atento aos sinais “físicos” que o veículo emite quando chega a hora de substituir o item. “O pneu perde a aderência aos poucos, o volante emite mais vibrações e o consumo de combustível aumenta gradativamente”, ressalta Santana.
Suzuki Jimny 4Sport 2015 (Foto: Divulgação)

Além da estética, as configurações de pneus, inclusive os verdes, possuem diferenças que são perceptíveis somente durante a rodagem. A convite da Pirelli,
  testou os tipos verde, misto e off-road.
O veículo equipado de forma alternada com os pneus verdes e mistos era uma picape de grande porte e uso predominante no asfalto. De maneira geral, eles são praticamente iguais, mas justamente por propor menor resistência ao rolamento, o tipo verde deixa a condução muito mais leve e o carro um pouco mais solto. Dependendo da potência do veículo em questão, será preciso colocar um pouquinho mais o pé no pedal do freio.
Já o produto para uso fora de estrada foi utilizado em um pequeno utilitário-esportivo voltado a trilhas. O percurso proposto tinha ladeiras íngremes, pedras, terra, lama e água. Em união com a boa tração do veículo e apenas a primeira marcha engatada, o pneu foi peça fundamental para manter a estabilidade da carroceria, já que ele reúne as funções de tração, escavação e autolimpeza que expulsa a sujeira acumulada entre os sulcos para que o veículo “grude” ao solo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O TÃO ESPERADO NOVO MODELO DA TROLLER O T4

 O NOVO TROLLER T4

Nova geração chega com cara de conceito e ar mais cuidado, mas dispensou os indispensáveis airbags

Troller T4 (Foto: Renato Durães/Autoesporte)

Ainda assim, por conta das evoluções, a tabela do jipe deve subir. O preço final ainda não foi liberado, mas a estimativa aponta entre R$ 110 mil, contra os atuais R$ 96 mil.
Lançado em 1996, o Troller T4 feito em Horizonte (Ceará) surgiu como cópia-carbono do antigo Jeep Wrangler de 1986. Comprada pela Ford em 2007, somente com a segunda geração do T4 a Troller conseguiu se livrar da incômoda semelhança. “O original era muito parecido com o Jeep e agora tem mais personalidade", elogia o criador João Marcos Ramos, chefe de design da Ford, criado do novo T4 e responsável também pelo desenho do EcoSport e novo Ka.

Realmente, o utilitário é a reencarnação do conceito TR-X apresentado no Salão de São Paulo de 2012. Não ficou nada daquele original dos anos 90 que surgiu com motor VW AP e peças de prateleira de outros fabricantes. Além do desenho, a Ford investiu mais na qualidade. "Ele perdeu esse ar rústico e caseiro para se tornar algo mais profissional. Esse conteúdo a mais vai aumentar o escopo de compradores", aposta Ramos.

Só que essa renovação não veio por inteiro. A Troller apelou para o artigo 4º da Resolução 311 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Burocracia à parte, a lei obriga os automóveis novos no Brasil a sairem com airbag duplo. O quarto artigo exime os fora de estrada da exigência e a Troller aproveitou a deixa. A marca apenas diz que não colocou airbags “por se tratar de um veículo voltado a atividades off-road e sujeito impactos constantes”. Pode até atender ao que diz a lei, porém isso depõe contra no uso rodoviário, justamente onde a marca diz ter mais investido. Além disso, a pancadaria off-road nunca eximiu o concorrente Jeep Wrangler de incorporar as bolsas, nem o Suzuki Jimny.
Troller T4 (Foto: Renato Durães/Autoesporte)
DE FIBRA 
Como antes, o Troller continua a ter carroceria em fibra de vidro, só que com uma tecnologia mais avançada que a laminação feita manualmente. Chamada de Sheet Molding Compoud (SMC), a técnica indica que a fibra é moldada por pressão em chapas. O material não exige tanto retrabalho e, junto com o novo processo de produção, vai ajudar a elevar a capacidade de cerca de 1.500 unidades por ano para 4 mil carros.

Embora o chassi seja próprio, a mecânica é o cinco cilindros turbodiesel 3.2 da picape Ranger, com o mesmo ajuste de 200 cv a 3 mil giros e 47,9 kgfm de torque entre 1.750 e 2.500 rotações. O anterior 3.2 de quatro cilindros rendia 165 cv e 38,8 kgfm de torque. O câmbio passou a ser de seis marchas contra o antigo de cinco. Dá para levar os 2.140 kg  do Troller com entusiasmo.

ESPICHADO 
Embora pequeno, o primeiro T4 não é exatamente um jipinho. Ele tem 3,94 metros de comprimento e 2,41 m de entre-eixos. O novo bate nos 4,09 m e espichou um bocado no entre-eixos de 2,58 m. Já basta para levar quatro adultos, sendo que atrás há espaço suficiente para pernas e cabeça de adultos com 1,80 m, no que ajuda os ressaltos no teto. O que pega é o acesso, prejudicado pela altura e pequeno vão de entrada, tal como o porta-malas de risíveis 134 litros. Ao menos o interior está bem melhor cuidado e trouxe da Ranger requintes como ar-condicionado duas zonas e bancos de couro, além de agradar os jipeiros e suas traquitanas com a tomada 12V no console e também no painel. Deve apenas um ajuste de altura para o banco, disponível para a coluna de direção.
Interior do novo Troller T4 (Foto: Renato Durães/Autoesporte)
Parece mais refinado mas como se sai na cidade e estradas? Andando no asfalto, a primeira coisa que se nota é o torque estúpido que chega com tudo logo acima dos 1.500 giros. Os engates do câmbio são mais curtos e precisos que na Ranger e o Troller avança com facilidade.

Aquele jeito brucutu foi mantido nas suspensões a eixo rígido, que ajudam na robustez do fora de estrada e exigem atenção nas curvas, até pela falta de controles de estabilidade e de tração.. A suspensão quica com força a qualquer imperfeição e submete os ocupantes a um molejo longitudinal e lateral. Essa ginga é explicada pelo deslocamento dos pesados eixos, que conectam as rodas e amplificam imperfeições que só agiriam sobre uma roda em um sistema independente. Ao menos a precisão direcional aumentou muito e o volante não exige as correções constantes do T4 antigo em retas.

Mesmo com entre-eixos maior, o novo T4 extrapola a capacidade offroad do original. Para você ter uma ideia, o modelo antigo tem 50º de entrada e 37º de saída e o novo conta com 51º em ambos eixos. A altura de rodagem foi mantida em bons 31 centímetros, tal como a capacidade de atravessar riachos com até 80 cm de água (sem snorkel). Junto com a tração 4X4 com acionamento por botão e reduzida, nos encorajou a procurar um bom ringue de lama para o primeiro encontro com o Jeep Wrangler.
Banco traseiro do novo Troller T4 (Foto: Renato Durães/Autoesporte)
O resultado? Ambos atolaram em um lamaçal durante a sessão de fotos. Não tem jeito, os pneus 255/65 aro 17 são 70% onroad e apenas 30% off, ou seja, viram slick na lama. Pelo menos a Troller dispõe das opções todo-terreno e mud (lama) como opção homologada, sem perder a garantia com alterações. Também há um pacote vasto de acessórios, como a divisão Mopar faz com o Jeep.

Quando as primeiras fotos oficiais apareceram na internet, o Troller T4 foi elogiado pela imprensa norte-americana, que logo associou o modelo ao antigo Ford Bronco, utilitário parrudão feito de 1966 a 1996 que deixou órfãos por lá. Alguns sites pediram até o retorno do modelo, mas, ao contrário daqui, por lá os utilitários tem que trazer as bolsas infláveis de série, o que impediu a importação do Land Rover Defender os Estados Unidos. Pelo visto, isso pode impedir o sucesso dele em trilhas internacionais.